Um Tipo Diferente de Amor

by | Feb 17, 2021 | Autocuidado, Fome Emocional

O que a sua fome emocional pode estar tentando te mostrar e você não está entendendo

Você provavelmente já me ouviu falar que o desejo de comer quando você não está fisicamente com fome aponta para uma necessidade emocional não atendida.

Seja de atenção. Reconhecimento. Amor. Descanso. Prazer. Dentre tantas outras.
E, em geral, é disso que você precisa para nutrir aquela fome.

Mas o que acontece se a sua fome emocional for por algo que você não pode ter agora? Como intimidade física ou um relacionamento amoroso e romântico que você não tem. Ou tempo de lazer e descanso quando você tem seu trabalho e duas crianças em casa te esperando?


Essa é uma ótima pergunta e eu tenho certeza que você pode se identificar. Se sentimos que estamos famintas por algo que não podemos ter, então faz sentido usar comida para preencher essa lacuna. A comida está sempre disponível, certo?
Nós não temos que esperar que a comida nos ame. Não precisamos agradá-la. Ela não responde, não critica, não fere nossos sentimentos. Não nos chama de gordas ou feias. Não nos inferioriza. É barata e está sempre a poucos metros ou cliques de distância. Na era da gratificação instantânea, não há espera por comida.

O que fazer quando o nutriente emocional não está disponível?

Então, o que fazemos quando queremos algo que não podemos ter?

Nós observamos. Nós ficamos curiosas e atentas. Qual é a sensação de ter essa experiência? Como é essa fome? Em seguida, identificamos as opções:

  1. Comer sem fome e torcer para que o a dor no estômago seja maior que a dor no peito (lembrando que o seu desconforto ainda estará lá quando você terminar de limpar as migalhas de bolo da sua boca
  2. Perceber que você precisa de um nutriente emocional e passar algum tempo identificando o que é
    E antes que você corra direto para quem pode te dar essa nutrição emocional, e te convido a considerar uma possibilidade nova: a de que o amor e atenção que você busca de outra pessoa seja na verdade o amor e atenção que precisa de si mesma.

É da sua atenção que você precisa? Você tem estado tão preocupada em lavar a roupa, lavar a louça, passear com o cachorro e fazer horas extras que não priorizou o descanso? Você é feliz com o relacionamento que tem consigo mesma?

Às vezes, procuramos fora de nós algo que queremos de dentro de nós mesmas.

Não muito tempo atrás, ouvi de uma amiga que o sentimento de saudade de outra pessoa é, na verdade, um sentimento de saudade de você mesma – da sua versão de quando está com aquela pessoa e a maneira como se sentia. Você quer muito mais a si mesma e não tanto aos outros.

Eles fizeram você se sentir vista, compreendida e validada? Você se sentiu especial, o centro das atenções, desejada e celebrada? Você agia como uma versão melhor de você mesma quando estava com eles? Você se esforçava mais no treino, no trabalho, nos estudos, na limpeza da casa? Era mais aventureira com a comida e tinha algo para distraí-la de sua vida rotineira?

Pense nisso.

Quando você se sente atraída por alguém, você dá o melhor de si. Você tenta se expressar melhor, se vestir melhor, mostrar o melhor de você. E talvez você gostasse mais de si mesma por causa disso. Você ficou impressionada com suas piadas porque eles não paravam de rir. Você se sentiu atraente porque os excitou. Você se sentiu aventureira por fazer caminhadas noturnas em algum lugar desconhecido.

Quando o romance acaba, você ainda é aquela pessoa radiante? Você ainda está usando sua roupa favorita? Ou você está vestindo a mesma camiseta suja por 3 dias seguidos?

Como se dar mais amor-próprio

Toda essa coisa de “namorar a si mesma” é um conselho muito sábio.

Há algum tempo eu procuro figurar na minha vida como a minha maior prioridade. Parei de me preocupar em ser a melhor versão de mim mesma para outra pessoa e decidi me tornar a melhor versão de mim mesma para mim. E por meio desse processo, descobri que eu era a fonte da minha felicidade o tempo todo.

Se eu não tivesse tido tempo para avaliar minhas verdadeiras necessidades emocionais, nunca teria sido capaz de identificá-las. E saber quais são é essencial para dar a si mesma o que você precisa. Se eu não tivesse aprendido a ser brutalmente honesta sobre meus sentimentos, teria continuado a me entorpecer com a comida, acreditando que minha felicidade estava me esperando no corpo perfeito.

Quando nos acostumamos a usar a comida para nos confortar, não exploramos maneiras diferentes de nos alimentarmos que não envolvam comida. Muitas de nós só conhecem comida. Usamos porque é fácil. Não questiona, não chega tarde, não nos diz não. Simplesmente está lá.

Mas o que aconteceria se, em vez de buscar conforto na comida, você o procurasse dentro de si mesma? O que você encontraria? A madrasta má ou uma amiga compassiva?

Como sua vida seria diferente se o amor que você tem por si mesma fosse incondicional? E se você acreditasse que não precisa usar 38, ou pesar x quilos, ou se livrar da celulite para ser digna de amor?

As pessoas querem perder peso porque acham que isso as tornará felizes e acabará com suas dores. No entanto, elas não percebem que não é o peso que elas desejam perder, mas sim a dor que faz com que elas usem comida para nutrir suas necessidades emocionais.

Qual dor você anda anestesiando? Eu adoraria saber 💛

Lívia Raimundo

Lívia Raimundo

Coach Alimentar, Pn1

Eu ajudo mulheres a comerem melhor e emagrecerem sem neuras.

Eu sou coach nutricional, doutora em marketing de alimentos, estudante de Nutrição, aquariana, louca por café, livros e um bom papo. Eu também amo cozinhar (e comer, óbvio).

Eu vivo em São Paulo com o meu noivo e dedico a maior parte do meu tempo a inspirar mulheres a alcançarem uma relação mais leve e feliz com a comida e com o próprio corpo.

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