Permissão Emocional: A Chave Para Fazer As Pazes Com A Comida

by | Jul 13, 2017 | Alimentação, Fome Emocional

Você sente que algum alimento tem poder sobre você?

Pode parecer contraditório, mas acabar com o efeito sanfona – decorrente do ciclo “dieta-compulsão-dieta” – geralmente começa com a atitude de parar de fazer dieta, ou se dar o que eu chamo de “permissão alimentar”

E isso pode ser muito assustador para quem viveu a vida em busca da dieta perfeita – pelo menos era assustador pra mim. Mas hoje eu espero te convencer disso.

Funciona assim…

O simples ato de se permitir comer um alimento antes proibido, sem culpa, pode ter massivas consequências positivas  na sua relação com a comida – e muito possivelmente prevenir um episódio de compulsão. Afinal de contas, você não pode sair da linha se você não está seguindo linha alguma.

Dito isto, muitas mulheres acabam continuando com a “mentalidade de dieta”, mesmo quando estão comendo alguns alimentos – tipo aquele bolo no meio da tarde que você come (porque você não está “de dieta”), mas tem aquela sensação de “eu não devia ter comido”. Esta sensação prejudica a essência da ideia de permissão, e pode acabar piorando ainda mais o seu relacionamento com a comida.

É um tipo de privação emocional – quando você fisicamente consome alimentos que sente que são proibidos, mas por dentro você está pensando:⠀“Isso é errado! E se eu engordar?! Eu não deveria estar comendo isso!”

Quando você come o que quer, mas se sente culpada, ou envergonhada, ou fica se auto-julgando, ou se preocupando obsessivamente com o ganho de peso, ou se sente o tempo todo fazendo algo errado, a “permissão” – no sentido conceitual puro – claramente não está acontecendo!

Em outras palavras, existe um diferença entre:

Permissão física (o ato físico de comer bolo de chocolate)

e

Permissão emocional (acreditar que o comer bolo de chocolate é totalmente “ok”, quer você escolha comê-lo ou não).⠀

Permissão física não significa nada. Permissão emocional é TUDO.

Em contraste, eu conheço mulheres que fisicamente se privam de alguns alimentos – por razões de saúde ou porque elas não se sentem bem quando os consomem  – e elas não caem nas armadilhas da “mentalidade de dieta”, porque elas continuam emocionalmente permitindo aqueles alimentos.⠀

Porque a permissão emocional para comer o que você gosta é tão importante

Eu muitas vezes vejo mulheres fisicamente se permitindo comer alguns alimentos com esperanças de que elas vão parar de desejar esses alimentos no futuro.

Primeiro exemplo: quando a sua dieta vai começar na segunda e acontece aquele esbalde homérico durante todo o final de semana prévio – aposto que você conhece a lenda do “meu último hambúrguer com batata-frita”.

Segundo exemplo: quando você tenta parar de fazer dieta – porque você já percebeu que dieta não funciona para emagrecer – e de repente começa a consumir uma tonelada de alimentos que antes eram proibidos, com esperanças de que um dia enjoe e pare de consumi-los naturalmente.

É o que eu chamo de “comer agora para não comer depois”. E adivinhe? Geralmente não funciona.

Enquanto é comum perdermos o interesse em alimentos pelos quais éramos obcecadas quando realmente nos permitimos comê-los, nós provavelmente não estamos em estado de permissão emocional se estamos secretamente tentando controlar um resultado futuro ou esperando não desejá-los mais.

Colocado de outra forma, se você está tentando controlar ou forçar os seus comportamentos para modifica-los por meio de uma manipulação de “permissão física”… você perdeu o ponto-chave. O que vai fazer a diferença é a sua libertação emocional!

Lívia Raimundo

Lívia Raimundo

Coach Alimentar, Pn1

Eu ajudo mulheres a comerem melhor e emagrecerem sem neuras.

Eu sou coach nutricional, doutora em marketing de alimentos, estudante de Nutrição, aquariana, louca por café, livros e um bom papo. Eu também amo cozinhar (e comer, óbvio).

Eu vivo em São Paulo com o meu noivo e dedico a maior parte do meu tempo a inspirar mulheres a alcançarem uma relação mais leve e feliz com a comida e com o próprio corpo.

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