6 Formas De Pensar Que Dificultam O Emagrecimento

by | May 17, 2020 | Emagrecimento, Mentalidade

Não, os magros não são poços infinitos de força de vontade – embora eu já tenha acreditado nisso. Mas existem algumas diferenças fundamentais em suas formas de pensar que os levam a fazer coisas diferentes de uma pessoa que vive tentando emagrecer.

Pronta para uma dose de sinceridade?

Vamos lá!

Você jé percebeu como as pessoas que vivem de dieta geralmente não são as mais magras que você conhece?

Parece estranho, né? Não faria mais sentido se as pessoas que fazem dieta cronicamente tivessem shapes incríveis? Se elas fazem tantas dietas, todas que existem, porque elas ainda sofrem para emagrecer ou se manterem magras?

Por outro lado, você já reparou como as pessoas magras (que fazem consistentemente o que precisa ser feito, dia após dia, ano após ano) raramente estão falando sobre um novo detox ou sobre uma nova dieta?

Elas nem sequer usam a palavra “dieta”, nem consideram começar uma como resolução de Ano Novo.  Elas não sentem que precisam de mudanças drásticas na sua alimentação, elas já entenderam o que funciona bem para elas e incorporaram na rotina.

Em outras palavras, elas criaram um estilo de vida que suporte um corpo mais magro, e o mantém consistentemente.

Isso para te dizer que o emagrecimento sustentável não é reservado para quem conta melhor as gramas de carboidrato pelo resto da vida. É para quem está disposta a mudar de mentalidade.

Se você quer emagrecer e ser uma pessoa magra, você precisa se comportar como uma agora – e não quando tiver chegado lá.

As diferenças na forma de pensar entre uma pessoa que vive tentando emagrecer e uma pessoa magra se refletem em comportamentos drasticamente díspares em relação à comida e outros hábitos.

Para te explicar quais são as principais diferenças na mentalidade, eu vou falar de seis formas de pensar tradicionais de quem vive de dieta – que eu conheço bem pois eu pensava exatamente dessa forma há alguns anos.

#1 Prazos mágicos

As pessoas que vivem lutando para emagrecer normalmente capricham na dieta quando têm um casamento, uma festa, uma viagem, um vestido, etc. em vista. Elas têm pressa de emagrecer e talvez digam que o prazo as ajuda a manter o foco. Elas usam abordagens extremistas e insustentáveis que elas (sabem que) não vão conseguir manter para sempre (dica bônus: ninguém fica sem comer açúcar para sempre).

Essa é uma péssima estratégia porque não te dá as ferramentas e habilidades necessárias para manter o seu sucesso daqui a seis meses. Talvez fosse mais interessante um processo mais lento, no qual elas enraizassem comportamentos diferentes e duradouros, não?

#2 Tudo ou nada

As pessoas que vivem tentando emagrecer têm listas mentais muito claras do que elas podem/devem comer e do que não podem/não devem comer. Elas rotulam os alimentos e se sentem culpadas e fracas quando comem coisas proibidas. Elas alternam em duas fases: ou eu estou comendo “certinho” (leia-se me privando das coisas “erradas”) ou eu estou comendo até o reboco da parede (leia-se comendo só as coisas “erradas”).

Já as pessoas magras raramente rotulam as comidas como boas ou ruins, permitidas ou proibidas. Alguns alimentos são mais nutricionalmente interessantes que outros, mas todos têm o seu espaço.

Quando você se dá permissão para comer o que você quer, você deixa de se afetar emocionalmente pela comida. Não há julgamento moral, porque você pode escolher o que quiser. A comida perde o poder porque nada está fora dos limites. A moderação te dá a liberdade de comer o que você quiser, o que normalmente vem acompanhado da percepção de que você nem sempre quer o que achava que queria. Era a idealização da comida que te atraía, não a comida em si.

#3 Mindset de escassez

As pessoas que vivem de dieta têm medo do amanhã, porque amanhã (ou na próxima segunda) elas vão estar de dieta. Por isso, elas sentem que precisam comer tudo o que for possível AGORA, porque depois elas vão perder o acesso àquela comida. Elas vivem num estado constante de privação, repetindo para si mesmas que elas não deveriam estar comendo isso ou aquilo, que tal coisa é proibida ou que elas não merecem comer. Isso cria um desejo incontrolável de comer em exagero, que é o que acontece quando elas se permitem comer algo “errado”. Elas têm a percepção de que é melhor aproveitar e comer tudo agora porque amanhã não vai mais ter. A cada vez que a mesma história se repete, a crença de que elas são fracas e descontroladas é reforçada. Percebe como o buraco é mais embaixo?

#4 Planos alimentares

A maioria das pessoas magras não seguem planos alimentares, muito menos planos restritivos. Elas simplesmente comem – e elas comem o que querem. Elas não se estressam com isso. É automático. A maior diferença está nas escolhas – elas têm a habilidade de fazer escolhas (de alimentos e quantidades) mais saudáveis mais frequentemente, o que começa com a mentalidade. Não é sobre ter a alimentação ou a rotina de treinos perfeitas, é sobre fazer o melhor possível dia após dia, mês após mês, ano após ano, o que se consolida em comportamentos automáticos.

#5 Paciência

Quem sofre com o efeito sanfona quer que tudo aconteça par ontem. Se a dieta não está “funcionando” depois de uma semana, elas já começam a procurar por uma nova pílula mágica. Pessoas que se metem em dietas extremas também tendem a ter um metabolismo menos responsivo por isso, o que torna o processo ainda mais lento e frustrante. O emagrecimento saudável não acontece assim. Não é só cortar 500kcal por 7 dias seguidos e você vai perder meio quilo. O processo não é linear porque você é um ser humano, e não um robô. Vai ter diversas semanas que você vai se esforçar para comer melhor e treinar e não vai ver progresso nenhum, e isso é esperado e natural. É preciso abandonar algumas expectativas, confiar no processo e não parar de fazer o que tem que ser feito.

#6 O jogo da culpa

Pessoas que vivem de dieta sempre buscam por alguém ou alguma circunstância para culpar pela sua falta de resultados. Quando falham em uma dieta nova, geralmente a culpa é do profissional que montou, do parceiro que ama delivery, do pessoal do trabalho que traz bolo todo dia, do horário da escola das crianças – qualquer coisa que justifique a inabilidade de seguir o proposto. Eu não estou falando que seguir uma dieta funciona, mas sim que nós temos a mania de buscar algo que justifique os nossos fracassos.

O nosso cérebro é muito bom buscando razões para o nosso fracasso. É reconfortante sentir que a culpa não é nossa. É esperado que o profissional que vai te ajudar a emagrecer te dê ferramentas e conselhos para lidar com esses “obstáculos”, mas você sempre será a única responsável por fazer as coisas acontecerem. Dinheiro nenhum vai diminuir o esforço que você vai precisar colocar em prática para alcançar resultados. Talvez te poupe tempo descobrindo “o que” e “como” fazer, mas você ainda vai ter que fazer o trabalho.

Nenhuma dieta, nenhum profissional e nenhum livro podem conhecer o seu corpo melhor que você. Ninguém pode vencer o seu próprio jogo mental por você. Você pode reclamar e culpar quem quiser, ou pode tomar a responsabilidade do seu sucesso. A escolha é sua.

Eu posso te garantir que essas mudanças não acontecem de forma drástica. Não são uma pílula magica, nem rápida. Para elas, você vai precisar tomar a estrada sem graça da consistência e da paciência, repetidamente, com a certeza de que você está fazendo o melhor que pode em nome da sua saúde – física e mental.

Se você está pronta para mudar profundamente a sua mentalidade – de verdade dessa vez – e parar de colecionar dias e truques, eu posso te ajudar a implementar uma estratégia de longo prazo. Um plano baseado em autocuidado e autonomia. Você não precisa ficar presa num ciclo de engorda e emagrece para sempre. Existe outra forma de mudar, sustentável, baseada numa mudança de mentalidade.

Se você quer construir um novo “normal” com a comida, mas não sabe por onde começar, você precisa conferir o  QUIZ da Liberdade Alimentar.  Neste material você pode testar seu nível de conhecimento e habilidade nos exatos pontos que eu dominei para alcançar um corpo e uma vida mais leves, livre das dietas.

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Lívia Raimundo

Lívia Raimundo

Coach Alimentar, Pn1

Eu ajudo mulheres a comerem melhor e emagrecerem sem neuras.

Eu sou coach nutricional, doutora em marketing de alimentos, estudante de Nutrição, aquariana, louca por café, livros e um bom papo. Eu também amo cozinhar (e comer, óbvio).

Eu vivo em São Paulo com o meu noivo e dedico a maior parte do meu tempo a inspirar mulheres a alcançarem uma relação mais leve e feliz com a comida e com o próprio corpo.

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