Fome Emocional e Diálogo Interno: Como Você Fala Com Você?

by | Aug 18, 2017 | Autoestima, Mentalidade

comer emocional – decorrente da fome emocional – é uma forma muito comum, mas muito  ineficaz, de lidar com emoções negativas. É o famoso comer as próprias emoções.

Para amenizar este quadro, é necessário encontrar mecanismos mais eficazes e saudáveis para lidar com nossos problemas e emoções negativas… Uma forma muito eficaz de melhorar o fome emocional é estabelecer um diálogo interno positivo – usar afirmações positivas para transformar o seu estado mental.

Tais afirmações podem amenizar emoções negativas, aumentar a sua auto-confiança e melhorar a sua imagem corporal – coisas que podem melhorar muito a sua relação com o seu corpo e com a comida.

Embora a gente não perceba, nós estamos constantemente falando coisas para nós mesmas no dia-a-dia. Esse diálogo interno inclue nossos pensamentos conscientes e também nossas crenças inconscientes.

Algumas pessoas são naturalmente mais otimistas, enquanto outras tendem a pensar de forma mais negativa. Se você sofre com fome emocional, com a sua autoimagem e autoestima, existem grandes chances de que o seu diálogo interno seja predominantemente negativo.

Mesmo que você não esteja consciente isso, com prática você pode começar a reconhecê-lo.

POR QUE O DIÁLOGO NEGATIVO É TÃO PREJUDICIAL

Imagine uma criança qualquer que você conheça – seja seu filho ou o filho de alguém que você conhece. Imagine que ela está chateada – por qualquer que seja o motivo. Como você falaria com ela? Muito provavelmente você seria gentil e falaria para ela se acalmar de forma carinhosa. Você seria amável e compreensiva. Você nunca seria agressiva ou dura demais.

Agora pense na maneira como você fala consigo mesma. As suas palavras são encorajadoras?

Você é crítica demais com o seu corpo e com suas ações? Você se dá o amor que você merece – da mesma forma que dá a quem é importante pra você?

Se você continuar se permitindo viver num mar de pensamentos auto-destrutivos, você só estará fortalecendo uma série de crenças inconscientes que te mantém num estado mental negativo – as mesmas que te mantêm atolada até os cotovelos no pote de sorvete.

Se você conseguir melhorar a forma como fala consigo mesma, você será capaz de sair deste estado negativo e encontrar a paz com as suas emoções, com o seu corpo e com a comida.

QUESTIONE O SEU DIÁLOGO INTERNO

Para começar a melhorar o nosso diálogo interno, nós precisamos primeiro reconhecer quando ele acontece. 

Normalmente, os nossos pensamentos negativos são mais proeminentes quando nós estamos nos sentindo nervosas, estressadas, bravas, ansiosas ou tristes.

Reflita honestamente sobre o que passa pela sua cabeça quando você estiver se sentindo assim, sem julgamentos.⠀Esses pensamentos são reais? Existe alguma outra forma de enxergar essa situação? Existe algo positivo nisso tudo? O que você pode aprender com isso?⠀

Fazer essas perguntas a si mesma pode te ajudar a reconhecer seu diálogo interno negativo e então substituí-lo com um diálogo positivo.

Com prática, você vai conseguir até perceber o exagero e a falta de sentido em muitas coisas negativas que você diz pra si mesma.

SUBSTITUA O DIÁLOGO INTERNO NEGATIVO COM AFIRMAÇÕES POSITIVAS

Veja algumas ideias de como ser mais legal com você neste quadro:

Lembre-se que a construção de uma autoconfiança inabalável e de uma melhor relação consigo mesma leva tempo.

Comece prestando atenção ao que você está pensando sobre você e sobre o seu corpo. Quando você se pegar no meio de um pensamento negativo, desafie-o com uma afirmação positiva. Repita essas afirmações positivas todas as vezes – até que você comece a acreditar nelas.⠀

Com o tempo, você vai perceber que os pensamentos negativos vão diminuir cada vez mais. Manter-se num estado mental mais positivo certamente vai amenizar a sua fome emocional e te trazer enormes benefícios na sua relação com o seu corpo e com a comida! 

Lívia Raimundo

Lívia Raimundo

Coach Alimentar, Pn1

Eu ajudo mulheres a comerem melhor e emagrecerem sem neuras.

Eu sou coach nutricional, doutora em marketing de alimentos, estudante de Nutrição, aquariana, louca por café, livros e um bom papo. Eu também amo cozinhar (e comer, óbvio).

Eu vivo em São Paulo com o meu noivo e dedico a maior parte do meu tempo a inspirar mulheres a alcançarem uma relação mais leve e feliz com a comida e com o próprio corpo.

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