Não É Normal Comer Por Ansiedade

by | Mar 23, 2020 | Alimentação, Fome Emocional

Comer por ansiedade pode ser muito comum, mas não é normal. Usar comida como anestésico não é benéfico, e você pode criar um “novo normal” na sua relação com ela.

Um dos entraves mais famosos do emagrecimento é o comer por ansiedade.
É extremamente frequente ouvir das pessoas:

“Eu como porque sou muito ansiosa”.

(Como muito = não consigo criar um deficit calórico para emagrecer).

Por isso, cada vez que me perguntaram… “Mas não é normal comer por ansiedade?”, fica cada vez mais claro para mim que maior problema desse pensamento é a semântica.

Eu vou te explicar.

Comer uma tigela de sorvete, uma pizza inteira, uma barra de chocolate (ou os três!) depois de um dia de trabalho estressante, de uma briga com a sua mãe ou de tomar um chute na bunda do boy magia é comum.

É um comportamento fortemente banalizado, algo até “esperado” que aconteça em situações que geram forte ansiedade ou estresse.

É muito comum…Mas, de forma nenhuma, é normal.
Em outras palavras, comer as suas emoções é comum. Mas não é normal.

  • Não é normal comer tanto ao ponto de se sentir estufada, todo dia.
  • Não é normal se sentir inchada e sem energia o tempo todo.
  • Não é normal pensar em comida o tempo todo.
  • Não é normal se culpar por comer determinados alimentos.
  • Não é normal ter medo de comida.

Redefinindo o que “normal” para você

Uma relação normal com a comida não inclui nenhum desses comportamentos.

O foco excessivo no que você come ou deixa de comer, em cada dobrinha do seu corpo, no número que a balança te mostra toda manhã só te distrai das coisas realmente importantes para o seu crescimento como ser humano. Nem tudo se resume ao seu manequim, sabe?

Ficar obcecada com a comida, se sentir angustiada num buffet livre, se sentir culpada quando você come bolo de aniversário, ter dificuldade de socializar e sair por medo de engordar, ter pavor de engordar em viagens ou festividades são só alguns exemplos de como você está deixando de curtir o máximo da sua vida. E isso precisa parar de ser normal.

O problema da banalização do comer por ansiedade

Ou por nervoso, tristeza, tédio, etc…

Você pode comer e se sentir melhor?
Sim. Momentaneamente, mas pode sim.

Mas no geral, isso não vai resolver os seus problemas – e possivelmente vai te trazer mais alguns.

Essas emoções mal digeridas viram impulsos incontroláveis por comer.
Esse comer compulsivo não é o problema em si, é um sintoma.

Sintoma de que algo não vai bem e é hora de acordar. De entender de onde vem tanta ansiedade, tédio, cansaço. Por que você está se sentindo tão sugada? O que na sua vida precisa melhorar urgentemente?

Além disso, esses impulsos são um convite para transformar a sua relação com a comida, para um ponto em que você seja capaz de curtir um jantar fora com os seus amigos, ter autoconfiança para parar de comer quando você estiver saciada e acordar no dia seguinte se sentindo bem e leve, livre de qualquer culpa.

Acredite, isso sim é normal.

Quanto mais você ignorar esse convite à mudança, mais forte esses impulsos vão vir.

Por fim, acho importante ressaltar que eu não estou te desencorajando a usar comida como fonte de prazer, comer é maravilhoso e você precisa sentir prazer na sua alimentação.

Mas usar comida como anestésico para emoções difíceis nunca vai ser uma boa opção. O único problema que você resolve com garfo e faca é fome.

Do resto a gente tem que usar mais criatividade para solucionar mesmo 
Aceitar esse convite do seu corpo é uma escolha sua. O que você escolhe?

Você só tem este corpo e esta vida. ⠀
Viva-a com plenitude!⠀

Lívia Raimundo

Lívia Raimundo

Coach Alimentar, Pn1

Eu ajudo mulheres a comerem melhor e emagrecerem sem neuras.

Eu sou coach nutricional, doutora em marketing de alimentos, estudante de Nutrição, aquariana, louca por café, livros e um bom papo. Eu também amo cozinhar (e comer, óbvio).

Eu vivo em São Paulo com o meu noivo e dedico a maior parte do meu tempo a inspirar mulheres a alcançarem uma relação mais leve e feliz com a comida e com o próprio corpo.

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