Coisas que te nutrem além da comida

por | dez 17, 2020 | Autocuidado

E que você precisa ter mais no seu dia-a-dia para uma vida bem-nutrida

Se você percebe que frequentemente come sem fome genuína e que grande parte da sua alimentação é movida pelas suas emoções, pode ser que outros aspectos da sua vida estejam desnutridos. Assim como reservamos alguns momentos do dia para comer porque sabemos o quanto isso é importante para a manutenção da nossa saúde, bem-estar e produtividade, é importante observar se outras necessidades não fisiológicas, porém humanas, também estão sendo atendidas com a devida frequência. Diversão, amor, conexão, relaxamento e carinho são alguns exemplos do que pode estar faltando para você e que – assim como a comida – demandam tempo e permissão para serem desfrutados. 

Quando não tiramos tempo para atender essas necessidades – por falta de priorização ou por não dar importância, a comida entra em cena para desempenhar papéis que não são só o seu principal – te oferecer nutrientes e energia para viver. Ela começa a fazer o papel do descanso, do entretenimento, do relaxamento, do conforto, dentre outros.

Isso quer dizer que a comida nunca deve ser usada como pura fonte de prazer e que você nunca mais vai poder comer para se confortar? Claro que não!!

As comidas afetivas – aquelas que nos dão conforto e prazer, sempre serão bem-vindas em uma vida equilibrada. Mas quando você entende quais são as necessidades que estão sendo supridas com comida, pode ter a escolha de atuar diretamente sobre ela e, provavelmente, encontrar soluções mais assertivas para se sentir verdadeiramente melhor. 

Ampliar as suas formas de suprir suas demandas internas é um passo muito importante no caminho da liberdade e autonomia alimentar! As principais demandas que temos e que precisam ser atendidas para o bem-estar verdadeiro:

Entretenimento

Nós comemos para dar sabor a rotinas tediosas. Se a sua rotina não inclui momentos e atividades excitantes e divertidas, a sua única excitação vai ser a de escolher comida no app de delivery. Todos nós precisamos de momentos “tela azul” ao longo do dia para funcionarmos melhor. Entretenimento faz parte de uma vida completa e saudável.

Portanto, é preciso considerar o que realmente te diverte? O que te distrai? Um livro, uma série, uma conversa com uma amiga? Assistir videoclipes dos anos 90? Como você poderia associar isso no seu dia, ou na semana?

Carinho 

Quem nunca atacou aquele chocolate ou sorvete num momento de carência que atire a primeira pedra. É fácil recorrer à comida quando estamos nos sentindo desvalorizadas, mal-amadas, incompetentes ou frustradas. E claramente existe um bem-estar momentâneo ao comer algo gostoso. Entretanto, ele é muito breve – e às vezes pode te fazer se sentir pior do que estava se sentindo antes.

Mas existem outras formas se proporcionar carinho: um banho quente, uma roupa confortável, uma massagem, uma manicure… liste coisas que te proporcionem essa sensação e inclua na sua semana. Dar-se carinho é uma das melhores formas de prevenir fome emocional.

Conexão com quem você ama 

O senso de pertencimento é fundamental para o ser humano. Sentir-se conectada com que se ama, sentir-se parte de uma comunidade ou grupo, são parte essencial de uma vida plena.

Entretanto, nós às vezes confundimos um like numa foto com uma interação significativa de conexão com as pessoas. Conexão é conversar, perguntar (e realmente querer saber) como a pessoa está. O que ela tem feito, como está a família. É falar de si, abrir o coração a quem se confia. É criar constantemente a percepção de que você não está sozinho (talvez nunca tenha havido hora melhor pra isso antes).

Comprometa-se a falar (de verdade) com alguém da família ou amigos diariamente ou algumas vezes por semana. Você vai perceber que a “preguiça” que dá passa bem rápido quando você percebe o quão prazeroso é compartilhar a sua vida com quem você ama.

Reconhecimento

“Hoje eu vou comer isso porque eu mereço” – quem nunca disse algo assim?

Nós assumimos uma série de demandas, nos esforçamos para ser melhores mulheres, mães, filhas, funcionárias. Nós nos desdobramos porque acreditamos na falácia do perfeccionismo para sermos amadas e valorizadas (spoiler: não é verdade).

Entretanto, todo esse esforço muitas vezes não é reconhecido (muitas vezes mesmo!). E isso dá uma fome danada! Mas será que é responsabilidade dos outros reconhecer os nossos esforços? Valorizar o nosso trabalho? Será que essa sobrecarga é compreendida pelas pessoas ao seu redor? Aliás, será que ela é necessária?

Além da importância de delegar tarefas (ou de simplesmente abandonar algumas), é preciso perceber que o reconhecimento não vem (e nunca vai vir) dos outros. É preciso começar a reconhecer e valorizar os próprios esforços por si. Quando você sente esse reconhecimento de si mesma, o contentamento vai diminuir a percepção de que você merece se mimar porque se esforça demais. – Embora um mimo às vezes seja bem-vindo 😉

Relaxamento 

“Eu como porque sou ansiosa” – Eu estaria rica se ganhasse um dólar para cada vez que eu ouço essa afirmação.

Mas realmente que comer reduz sua ansiedade? Quer dizer, além do breve efeito fisiológico de gratificação e relaxamento, você se sente menos ansiosa depois de 1h que comeu? Eu te peço para avaliar isso.

Nós esquecemos que ter horas suficientes de sono, exercício físico e pequenos momentos de descanso no seu dia a dia também são uma ótima pedida para reduzir o estresse. Além disso, descobrir e tratar as causas por trás do sintoma (a ansiedade) é fundamental para a cura da mesma. Saúde mental é parte fundamental do seu bem-estar.

Não se esqueça de que as suas necessidades não são só fisiológicas – são humanas! Quando bem atendidas, o seu bem-estar global aumenta e você vai perceber que já não tem tanta coisa pra “descontar na comida”.

Cuide de você!

Lívia Raimundo

Lívia Raimundo

Coach Alimentar, Pn1

Eu ajudo mulheres a comerem melhor e emagrecerem sem neuras.

Eu sou coach nutricional, doutora em marketing de alimentos, estudante de Nutrição, aquariana, louca por café, livros e um bom papo. Eu também amo cozinhar (e comer, óbvio).

Eu vivo em São Paulo com o meu noivo e dedico a maior parte do meu tempo a inspirar mulheres a alcançarem uma relação mais leve e feliz com a comida e com o próprio corpo.

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